A Endeavor publicou recentemente mais um bate papo com CEO´s assisti ele ontem e vale muito a pena compartilhar porque esse é um bate papo bem franco, descontraído, com Cello Macedo responsável por abrir no Rio de Janeiro a cervejaria Devassa, o Zazá Bistro, e a pizzaria Vespa, e com a Roberta Antunes uma das criadoras do Hotel Urbano, os dois não tem aquele padrão engomado que estamos acostumados a ver nas palestras e entrevistas, e dão a pitada carioca para a conversa, mas o que me chamou muita atenção foi a ênfase que a Roberta deu para não se preocupar com os erros, os fracassos, ela fala de um modo bem realista o quanto eles existem, e o quanto no Brasil não nos permitimos errar. Vale a pena assistir!
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terça-feira, 23 de junho de 2015
NÃO HÁ PADRÃO PARA O AMOR
Esses dias assisti um filme que me fez refletir sobre o quanto realmente torcemos de verdade pela felicidade dos outros, o filme se chama Revivendo o Amor, é baseado em fatos reais e conta a história de um homem e uma mulher ambos ficam viúvos jovens e num intervalo de tempo de diferença curto, ela mãe de dois filhos, ele pai de três, se aproximam para dividir suas dores e superará-las e acabam se apaixonando, uma linda história que vale a pena assistir, mas me chamou atenção que quando ambos estavam no luto a comunidade se oferecia para ajudar, e mostrava super prestativa, super preocupada, e após um ano da morte de seus cônjuges eles estavam se aproximando todos começaram a julgá-los e criticá-los dizendo que o tempo era recente, que isso e aquilo... E aí eu penso quantas vezes não fazemos isso, dizemos torcer pela felicidade da pessoa quando ela está na dor, mas quando essa encontra um caminho, um meio que a deixe feliz nos achamos no direito de criticá-la ao invés de apoiar, isso é mesmo torcer, e querer o bem?
Quantos filhos não preferem ver seus pais sozinhos jogados as traças a ter que admitir que eles podem ser felizes em novos relacionamentos? Quantos pais preferem seguir o moralismo social a ter que admitir a opção sexual de um filho e vê-lo feliz? Quantos amigos não criticam uma viúva ou viúvo que encontra um novo amor, ou um idoso que se permite amar?
Quantas vezes não julgamos um relacionamento se esse for de uma mulher mais velha com um rapaz mais jovem ou vice-e-versa, sempre achamos que é por dinheiro, por status, mas quantas pessoas não se apaixonam verdadeiramente mesmo com todas as diferenças, mesmo sendo fora do padrão?
E há padrão para o amor? Há um padrão de felicidade? Eu não acredito nisso, muito pelo contrário, acredito que cada um sabe aquilo que palpita seu coração, cada um sabe o que preenche o vazio, cada um sabe realmente a dor e a delícia de ser quem é, portanto nunca conseguimos mensurar o que realmente faz uma pessoa feliz, pois a felicidade é muito própria, muito pessoal, não há como torcer por alguém mas querer que essa pessoa viva ao seu modo, ao seu tempo, a sua maneira.
Quem de verdade quer o bem alheio se isenta de egoísmo, julgamentos e preconceitos, pois amor de verdade é livre disso, o querer bem é ver a pessoa feliz, sorrir.
Não fique apenas na torcida exercite o bem alheio!
(Carina Silva)
terça-feira, 9 de junho de 2015
NÃO SEJA UM CHEFE "MASTERCHEF"
Quando assistimos um programa como Masterchef da Bandeirantes acreditamos que aquilo tudo é para dar mais ênfase, e mais ibope, mas quantos gestores não lidam com seus funcionários como aqueles chefes de cozinha, que gritam, que humilham, que desrespeitam, que desencorajam, e aí acabam deixando a equipe toda perdida, desestruturada, nervosa, aflita, cheia de conflitos, e resultado que é bom nada.
Quem disse que é gritando, menosprezando, satirizando que algum gestor consegue obter resultado de algum funcionário? Ele pode até acreditar que terá algum retorno, mas como fica o psicológico das pessoas depois disso, todos abalados, se sentindo perdedores, frustrados, fracassados. Já trabalhei com gestores de todos os jeitos e nunca vi um gestor desse tipo conseguir manter uma equipe coesa, muito pelo contrário, criam um índice alto de rotatividade, de absenteísmo, criam equipes desmotivadas, sem perspectivas. Agora todo gestor que vi orientar com respeito, com dedicação, acompanhar, falar com educação, delegar de verdade, os resultados apareceram.
Seja um líder não um brutamontes, um boçal, entenda quem são seus funcionários, como tirar o melhor que eles podem oferecer, seja duro, e exigente se for preciso, mas jamais mal educado, inconveniente. Uma equipe não precisa de alguém que fica o tempo todo falando, interrompendo, precisa de alguém que delegue as tarefas, certifica-se de que foi compreendido, se mantém disponível para dúvidas, mas que deixa cada um respirar e produzir com autonomia.
Não é pelo grito que se conquista resultados, é pelo exemplo, pela orientação e pelo acompanhamento.
(Carina Silva)
SILVA SIM SENHOR!
Eu poderia inventar um sobrenome chique e comercial para ficar famosa, ou ter um pseudônimo para que lessem o que eu escrevo, mas preferi optar por assinar sempre como quem realmente sou Carina Silva, é isso mesmo: SILVA, sem que precisassem de nenhum status para isso, numa terra de provincianos muitos ainda te dão o devido valor se você possuir os sobrenomes tradicionais, os de famílias nobres, mas eu preferi ser exemplo e seguir os passos daqueles que chegaram aonde quiseram sem precisar ter um nome para isso, preferi ser como o Ayrton Senna da Silva, o Anderson Silva e o Flávio Augusto da Silva, que não renegaram suas origens e sobrenomes para chegar onde chegaram.
Também pensei nas tantas crianças pobres, ou de famílias simples, os tantos Silvas, Santos, que tem por aí que quase não encontram referência na mídia para se espelharem, porque acham que todo mundo já nasceu com aquele nome lindo, com aquele rosto perfeito, e com todas aquelas pompas. O sobrenome pode contar uma história, desvendar suas origens, ser referência para diferenciar dois nomes iguais, mas não pode ser fator que determine se uma pessoa é boa ou não, rica ou não, talentosa ou não, bem provida ou não, se ela pode entrar em determinados círculos sociais ou não. Tem gente que não tem nem fez merda nenhuma e fica se achando um ser superior porque tem um sobrenome que há duzentos mil anos era de uma família tradicional, eu pergunto qual o sentido disso? Qual o sentido de julgar uma pessoa pelo sobrenome que possui?
Parem de fazer das pessoas produtos, colocar rótulos, etiquetas, dizer se aquela ou essa serve por isso, abra o pote e experimente o conteúdo, ou você julga se um produto é bom ou ruim sem prová-lo, sem apreciar o conteúdo, julga apenas o livro pela capa?
Vamos parar de sermos vazios, e nos enchermos de conteúdo e dar valor para o que realmente importa e agrega na vida.
(Carina Silva)
segunda-feira, 8 de junho de 2015
SONORE-SE! PACIÊNCIA (LENINE)
"Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)"
A letra e o cantor dispensam comentários!!!
QUANDO O SUCESSO SOBE A CABEÇA O TALENTO SOME DO CORAÇÃO
Como fazer as coisas com amor faz diferença e isso é tão perceptível, sábado fui no show de duas duplas Bruno e Marrone e Henrique e Juliano, não sei se foi algo pontual, se eles não estavam num bom dia, ou se sempre foi assim, mas ao assistir o show do Bruno e Marrone senti uma falta de vontade da parte deles, mal conversaram com a platéia, foi praticamente um boa noite de entrada e um boa noite para se despedir e com aquele ar de que não viam a hora de terminar o show, a platéia desanimada porque senti que foi contaminada pelo desânimo dos cantores, sem dúvida cantam muito bem, mas faltou a emoção, faltou a simpatia, aquela consideração com o público. Aquilo que o Leonardo, e o Daniel mesmo com anos de estrada não perderam: o carisma, a simplicidade, e o respeito por quem está ali assistindo. Já a dupla Henrique e Juliano deram um show de simpatia, sem dúvida há uma diferença porque estão no frescor da carreira e do sucesso, mas eu que nem sou tão fã de sertanejo me arrepiei em várias músicas pela emoção que eles passaram, todo o carinho com os fãs, uma banda muito boa super entrosada, um conjunto de instrumentos que deram toda estrutura para um show cheio de energia e emoção, tudo feito com carinho, com detalhes que você sentia que eram para fazer o melhor, que eram para agradar a platéia.
Quantos exemplos não temos de pessoas que depois que chegam no auge esquecem daquilo que as levaram até lá, das pessoas, dos fãs, de quem os apoia, fazem de tudo para conquistar o tão almejado sucesso e depois que estão lá se esquecem daquilo que os inspiravam, hoje fica ainda mais claro do porquê que um cantor como José Rico ao partir deixou tanta saudade e comoção, porque mesmo com a idade que ele tinha e também o Milionário, com tantos anos de estrada eles mantinham sejam em entrevistas ou nos palcos o mesmo carisma, humildade de como se não tivessem nem metade do dinheiro e fama que possuíam.
Você pode ser cantor, ator, motorista, secretaria, professor, piloto, médico, a profissão que for, se você não fizer com amor as pessoas sentem, porque o que vem da alma salta aos olhos, faz eles brilharem, o que é de verdade inspira, emociona, comove, se não for de coração fica falso, frio, vazio, seja você o profissional que for faça tudo com vontade, com verdade, e se isso não acontecer mude a rota, porque certamente você não está usando o verdadeiro dom que possui, porque talento todos tem só precisam encontrar, e uma vez encontrado não esquecer de mantê-lo com muita sabedoria, humildade e dignidade, porque nada que é feito de qualquer jeito convence por muito tempo.
(Carina Silva)
PARA LIBERDADE DE EXPRESSÃO NÃO HÁ EXCLUSIVIDADES
Esses dias um amigo me encontrou e me disse que sou feminista pelas coisas que escrevo, e já não é a primeira vez que escuto algo do tipo, ou "você não tem medo de um homem não querer ficar com você, porque você fala tudo que pensa, e os homens não gostam ou tem medo de mulher assim?"
Aí eu penso estamos mesmo no século 21? Quem me conhece mesmo, sabe o quanto sou a favor da igualdade dos sexos, não defendo nem feminismo nem machismo, defendo o respeito ao ser humano e a liberdade de expressão seja ele de que sexo, raça, cor, religião for.
Um homem quando fala o que pensa expõe suas ideias geralmente é visto como intelectual, cara de opinião, de fibra, é admirado, a mulher quando faz o mesmo é vista como a feminista, ou a chata, ou está de TPM, um homem quando se posiciona numa empresa também é admirado, promovido, porque o veem como pulso firme, a mulher se fizer o mesmo é estérica, problemática, tem problema de relacionamento... Que loucura não? E quando ouço alguém me dizer se não tenho medo de escrever por causa de homens, eu me pergunto onde foi que leram que eu escrevo por causa deles? Nunca escrevi para arrumar casamento, namorado, mesmo porque se essa fosse minha intensão escreveria poemas, romances, escreveria carta de amor para os pretendentes, e eu que não ia querer ficar com um homem que tem medo de uma mulher que se expresse.
Se pode chamar de homem uma pessoa que não quer ouvir uma mulher se expressar, que não está disposto a dialogar, a falar sobre a vida, sobre as questões todas que existem? Até quando a humanidade vai enxergar a mulher como uma reprodutora, ou como uma máquina de fazer sexo, comida, e lavar roupas, que não pode falar, pensar, ou discutir ideias?
Não sou feminista, sou feminina, mas defenderei e exercitarei eternamente o direito de me expressar, principalmente em respeito a tantas mulheres que lutaram, morreram, para que um dia eu pudesse fazer isso sem ser enforcada, sem ser acusada, sem ser assassinada, sem ser repreendida, agradecerei eternamente sejam em gestos ou em palavras essas grandes mulheres, inclusive a minha mãe, que me fizeram ter a coragem de expressar o que penso, pague o preço for.
E viva a liberdade de expressão independente do sexo que a emita!
(Carina Silva)
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